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O número três

junho 19
by Renata Leão 19. junho 2010 11:02

O número três

Três para os Egípcios
Na época do Egito dos faraós, para indicar a pluralidade de um determinado objeto, desenhava-se este objeto e logo abaixo dele desenhava-se três traços verticais.

Três para os chineses
Os chineses antigos exprimiam a idéia de floresta desenhando três vezes uma árvore. E quando desenhavam três vezes um ser humano queriam transmitir a idéia de multidão.

Três para os franceses
Na língua francesa existe uma aproximação evidente das palavras  “Très = muito” e da palavra “Trois = três”.

Três para os ingleses
Em Inglês temos também a palavra Thrice que tem dois significados: um querendo dizer “três vezes” e a outro querendo dizer “vários”.

Um, dois, três
Assim, podemos notar que o número 3 era sinônimo de pluralidade, de multidão. E com esta conclusão somos levados a imaginar que depois da definição dos números 1 e 2 esta invenção teve uma pausa.

Um, dois e muitos

junho 19
by Renata Leão 19. junho 2010 10:28

Contando: um, dois e muitos...

Provavelmente os números 1 e 2 foram os primeiros a serem inventados. Levando em consideração que a mente humana é capaz de reconhecer rapidamente, dentre muitos objetos, uma quantidade de um ou de dois. Assim sendo, fica fácil imaginar que foram estes os primeiros algarismos a serem inventados.

 

Um
O número 1 tem o sentido do Eu, do pessoal, do inteiro e nas representações numérica aparecia como um traço vertical indicando o homem em posição ereta. O número 1 tem o sentido do masculino, levando em consideração a primeira criação de Deus ser do sexo masculino. Assim sendo, supomos que foi relativamente fácil e lógica a criação do sinal “1”, ou seja, do número 1 para representar a unidade.

Dois
O número 2 nos dá o sentido da existência do outro, do feminino na dualidade masculino/feminino. O número 2 também é símbolo de oposição, de ambigüidade, de divisão, de rivalidade, de conflito e de antagonismo. Mas, também pode representar a união. O  número 2 manifesta-se em tudo o que tem dupla face, como por exemplo: a vida e a morte, o sim e o não, o falso e o verdadeiro, o bem e o mal...

Vários
Antes dos algarismos serem idealizados, o homem primitivo já possuía a idéia do plural, mas a extensão da sua visão só cobria até a quantidade igual a 2. Para este indivíduo, ter três unidades de algo representava ter VÁRIAS unidades, já que só se conhecia até a segunda.

 

A Origem do Zero

junho 17
by Renata Leão 17. junho 2010 14:12

«Dá ao nada impalpável morada e nome...»

 William Shakespeare

 

 O zero é um símbolo numérico criado para representar ausência de valor.

A invenção, ou criação deste símbolo pode ser atribuída a vários povos, pois todos eles em um determinado tempo perceberam a necessidade de se criar um algarismo que representasse o nada, o vazio. Mas a consolidação da invenção do zero, como um símbolo numérico, é atribuída aos hindus.

Os outros povos sentiam que havia uma lacuna no sistema numérico que utilizavam, pois com freqüência se deparavam com o momento em que faltava algo que preenchesse um espaço vazio e que representasse que ali realmente não existia nenhum valor.

Alguns povos construíram sistemas numéricos complexos, mas ainda não havia este número que representava o vazio.

Ao escrever seus números, ás vezes os babilônios deixavam um espaço vazio entre um número e outro, por exemplo, quando queriam escrever 202, escreviam 2   2, deixando um espaço entre os dois algarismos. Isto, muitas vezes causava um problema, pois era fácil confundir com um simples olhar o que deveria ser 202 e lê-lo como 22.

No Séc III ac. na Mesopotâmia os babilônicos criaram o primeiro zero conhecido da história, mas só era usado em posições numéricas intermediárias.

Quando os Gregos começaram a desenvolver as suas tábuas astronômicas, passaram a utilizar o sistema sexagesimal dos sumérios para expressar as frações. As tabelas de Ptolomeu de Almagesto (c 150 dC) continham um símbolo para indicar um valor ausente.

Zero dos Grego
No ano 500dC aproximadamente os textos gregos usavam o ômicron, (primeira letra da palavra grega oudem – que significa “nada”).

Zero dos Maias
A história também registra um tipo de zero no sistema numérico dos Maias, mas que era utilizado mais para indicar o tempo do que para cálculos.

Zero dos Hindus
O zero dos hindus era chamado de sunya que quer dizer “lacuna” ou “vazio” .

Zero dos Árabes
Já os árabes chamavam o zero de Sifr, que significava “vago”

Zero dos Romanos
Em latim, por volta de 1200dC usava-se a palavra zephirum ou zephyrum para representar o zero.

Ocorreram mudanças sucessivas destas palavras, passando a ser zeuero, zepiro e cifre, de quem derivam hoje as palavras “cifra” e “zero”.

 Enfim, foi no SecV aC. que os Hindus definiram o Zero.

Zero no Ocidente
No Ocidente, no entanto, o zero só ficou sendo conhecido no Séc XIIIdC, juntamente com os algarismos hindu-arábicos.
                                                                                                                         

Na Europa o zero lutou muito para ser aceito, pois as pessoas se amedrontavam frente ao seu significado misterioso. O zero é poderoso, pois ao representar o nada assemelhava-se ao infinito. Deus é infinito! Como poderíamos querer arrumar um símbolo que definisse Deus! Que heresia!

A história dos números surge da necessidade de contar e de registrar as quantidades obtidas destas contagens. E com o surgimento dos símbolos numéricos esta necessidade havia sido sanada e ninguém precisava deste tal de zero, desta aberração.

Ninguém precisa registrar que possui zero quantidade de ovelhas, zero quantidade de ferramentas, etc. Não é preciso ter um número para expressar a falta de alguma coisa.

É difícil imaginar que alguém tenha medo de um número! Mas, como o zero estava ligado ao vazio, o associavam ao caos. As pessoas temiam o caos e, portanto, temiam o zero!

De acordo com os hebreus, antes de o universo ser criado a “Terra era sem forma e vazia” e como este vazio era o estado inicial do cosmos houve um medo do fim dos tempos, de que a desordem e o caos reinassem novamente, e o zero representava essa possibilidade do fim.

O Zero e a matemática

Juntando  a esse medo do fim do mundo, o zero ameaçava as regras das mais simples operações matemáticas, como a multiplicação e a divisão. Se somarmos um número consigo mesmo o resultado será o dobro de seu valor. Mas se somamos zero com zero o resultado é o próprio zero, ou seja, o numero não muda!

 O axioma de Arquimedes que diz que “se adicionarmos uma quantidade a si própria um número de vezes suficientes, excederá em magnitude qualquer outro número”. Mas o zero não se encaixa neste axioma!

Se somarmos ou subtrairmos qualquer número ao zero, nada acontece! 
Mas este número, que não interfere na soma e na subtração ameaça destruir as regras de multiplicação e de divisão!

Quando multiplicamos um número por outro obtemos sempre um valor maior. Quando dividimos um número pelo outro sempre obtemos um valor menor! Mas o que acontece quando multiplicamos ou dividimos algo por zero? Zero vezes qualquer coisa é zero mesmo!

Sabemos que a divisão é um processo inverso da multiplicação.  Por exemplo:  2*5 = 10     pois     10/5 = 2

Mas com o zero essa regra não vale, veja:  5*0 = 0  pois   0/0 = 5 (?)

Vamos experimentar com outro número:     6*0 = 0  porque 0/0 = 6 (?)

Zero dividido por zero é 5 ou é 6? 
 
Multiplicar é desfazer a divisão: se 25/5 = 5 porque 5 * 5 = 25 teríamos que ter o mesmo com 1/0 = 0 porque 0*0= 1 (?)

Multiplicar por zero deveria desfazer a divisão por zero. Mas sabemos que qualquer valor multiplicado por zero é zero!

Vamos então tentar utilizar o zero na divisão: qual seria o resultado se tentássemos dividir um número qualquer por 0, por exemplo, quanto é 25/0?

Quanto é dividir algo por nada?

Dividir algo por ninguém é o mesmo que não realizar a divisão. Portanto divisão por zero não existe!

A divisão por zero produz um resultado indefinido, impossível de calcular e, portanto não existe!

Toda multiplicação por zero resulta em zero e toda divisão por zero não existe!  

A humanidade não conseguiu “domesticar” o zero. O zero é por ele mesmo! A humanidade teve que se ajustar a ele.

O zero é tão poderoso que, mesmo não valendo nada, basta acrescenta-lo do lado direito de um número para expandir o seu valor. E quando escrito do lado esquerdo do número é o mesmo que se não estivesse ali.

A descoberta do zero marca uma época no desenvolvimento do raciocínio lógico do homem, porque nasceu de uma atitude contrária ao bom senso, nasceu da criação de um símbolo para representar aquilo que não existe.

A descoberta do zero é uma das maiores conquistas da inteligência humana.

A criação do zero foi considerada, por Laplace, como a maior descoberta matemática de todos os tempos.  

 

Laplace

Al-Khwarizmi, Algarismo, Algorítmo

junho 10
by Renata Leão 10. junho 2010 14:49

Abu Abdullah Mohammed Ben Musa al-Khwarizmi

 

O matemático Abu Abdullah Mohamed Ben Musa al-Khwarizmi, provavelmente viveu no período que vai de (780 a 850). Não se sabe informar com precisão a data de seu nascimento nem de sua morte.

Sabemos que seu nome significa “Filho de Moisés” e por causa disso os historiadores suspeitam que ele tenha nascido em Khowarezm na região sul do mar Aral, na parte da Pérsia ocupada pelos árabes, onde atualmente é o Uzbequistão.

No reinado do califa árabe Al-Mamum (813 – 833) o matemático Al-Khwarizmi, trabalhou na Casa da Sabedoria em Bagdá,

Al-Khwarizmi traduziu para o árabe os livros de matemática escritos pelos indianos. Ao fazer esta tradução ele toma contato com os algarismos utilizados pelos indianos. Ele teve uma surpresa ao ver que um símbolo, que tinha o formato de um ovo de ganso, representava o vazio – o nada.

Logo Al-Khwarizmi percebeu que, com aqueles símbolos para os números, os cálculos poderiam ser feitos de maneira muito mais fácil e rápida.

Ao escrever seu livro intitulado “Sobre a arte Hindu de Calcular”, Al-Khwarizmi , divulga para o mundo os algarismos que utilizamos hoje.

Estes algarismos recebem o nome de algarismos hindu-arábicos porque justamente foram criados pelos hindus, mas trabalhados e divulgados ao mundo por um árabe.

Na Europa, apenas no século XVI estes algarismos foram aceitos.

Al-Khwarizmi escreveu também:

• Tratados sobre aritmética
• Tratados sobre álgebra
• Tratados sobre astronomia
• Tratados sobre geografia
• Tratados sobre o calendário

Os tratados sobre aritmética e sobre a álgebra influenciaram o desenvolvimento da matemática nos trabalhos subseqüentes desenvolvidos no mundo.

A versão original do pequeno tratado de aritmética de Al-Khwarizmi encontra-se perdida, mas na Espanha existem traduções feitas para o latim.

É neste livro que Al-Khwarizmi apresenta os nove símbolos indianos para representar os algarismos e um circulo para representar o Zero.

Foi também Al-Khwarizmi que explica como escrever um número no sistema decimal de posição utilizando os 10 novos símbolos. Ele também descreve as quatro operações da aritmética (adição, subtração, multiplicação e divisão) segundo o método indiano e explica a extração da raiz quadrada.
 
A palavra algarismo é a versão latina do nome Al-Khwarizmi e que derivou na palavra algoritmo.

O tratado de álgebra escrito por Al-Khwarizmi à cerca de 830 tem o título Hisab al-jabr w'al-muqabala, onde podemos empregar a seguinte tradução: “O cálculo por completação (ou restauração) e redução”.
 
Foi apenas no Séc XIC d.C. que o matemático Al-Khwarizimi descreveu a forma de efetuar os cálculos, mas a sua obra somente foi traduzida para o latim no SecXII d.C. Assim, estes cálculos ficaram conhecidos como algoritmos, que deriva da palavra Al-Khwarizmi.

O grande divulgador deste método foi Leonardo Fibonacci que, no final do SecXII dC, começou a editar livros em Pisa que mostraram a verdadeira força do sistema numérico árabe.

Durante muito tempo existiu uma grande controvérsia sobre que método de cálculo era mais rápido; se era utilizando o ábaco ou os algarismos.

Com a invenção da impressão, a Europa passa a conhecer os novos algarismos hindu-arábicos e os números romanos tornaram-se inadequados para escrever números muito grandes e complicados tais como os que existem na astronomia e, mais tarde, em outros ramos da ciência.

Com a invenção, no princípio do século XVII, dos logaritmos, finalmente os números romanos deixaram de ser usados.

O matemático Abu Abdullah Mohamed Ben Musa Al-Khwarizmi provavelmente morreu no ano 850 dC.

Implementando um sistema de database com Oracle - Parte_039

junho 10
by Renata Leão 10. junho 2010 13:51

Procudure que executa uma function.

------------------------------------------------------------------------------------------------------
-- Conectando-se com o usuário 50minutos
connect "50minutos"/"50minutos"
------------------------------------------------------------------------------------------------------

CREATE TABLE Credito
(
   Cod_Cli        Number not null,
   Renda_Cli    Number not null,
   Val_Cred      Number not null,
   Data_Cred   Date      not null,
   Constraint PK_Credito Primary Key(Cod_Cli),
   Constraint FK_Credido Foreign Key(Cod_Cli) References Cliente(Cod_Cli),
   Constraint CH_Credito Check(Val_Cred > 0)
)

------------------------------------------------------------------------------------------------------------

CREATE OR REPLACE PROCEDURE P_Credito
(P_CodCli Cliente.Cod_Cli%TYPE)
AS

V_Renda     Number := 0;
V_Cred       Number := 0;
V_Existe     Number(1);
BEGIN

    V_Renda := F_Salario(P_CodCli);

    IF V_Renda > 10000.00 THEN
            V_Cred := 5000.00;
    ELSIF V_Renda <= 10000.00 and V_Renda >=6000.00    THEN
            V_Cred := 3000.00;
    ELSIF V_Renda < 6000.00 and V_Renda >=3000.00        THEN
            V_Cred := 2000.00;
    ELSIF V_Renda < 3000.00 and V_Renda >= 1500.00       THEN
            V_Cred := 1000.00;
    ELSIF V_Renda < 1500.00 and V_Renda >= 1                  THEN
            V_Cred := 500.00;
    ELSE
            V_Cred := 0;
    END IF;

    IF  V_Cred <> 0 THEN
   
            SELECT Count(*) INTO V_Existe
            FROM Credito
            WHERE Cod_Cli = P_CodCli;

            IF V_Existe > 0 THEN
                     UPDATE Credito
                     SET Val_Cred = V_Cred
                     WHERE Cod_Cli = P_CodCli;
            ELSE
                     INSERT INTO Credito
                     VALUES(P_CodCli,V_Renda,V_Cred,Sysdate);
           END IF;
    END IF;
 
    COMMIT;

EXCEPTION       
            WHEN OTHERS THEN
                     ROLLBACK;
                     DBMS_OUTPUT.Put_Line('Erro interno - chame o DBA);
END;
----------------------------------------------------------------------------------------------------------
-- Testando:
Exec P_Credito(100);
Exec P_Credito(1);

SELECT * FROM Credito;
----------------------------------------------------------------------------------------------------------

Renata Leão

 

Renata Leão

Graduada em Tecnologia de Processamento de Dados pela FATEC, licenciada em matemática, pós-graduada em Banco de Dados Oracle. Tem 15 anos de experiência atuando como desenvolvedora, data administrator e dba em empresas como Dental Morelli, Wanel e Banco do Brasil e 12 anos de experiência como instrutora/professora. Escreveu o livro Microsoft SQL Server - estrutura e implementação de sistemas de banco de dados. Tem as certificações: MCP, MCITP, MCTS e MCT.

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